A Atividade missionária não é tanto uma ação da igreja, mas é simplesmente a igreja em ação. David Bosh

quinta-feira, 23 de junho de 2011

População Evangélica no Brasil Atingirá 57,4 milhões em 2011,

Luis André Bruneto, um dos pesquisadores da SEPAL, Missão Internacional Servindo aos Pastores e Líderes que realiza estudos teológicos, falou ao The Christian Post sobre as projeções da população evangélica para os próximos anos e as possíveis razões que explicam fenômeno do rápido crescimento da população evangélica no Brasil.
A SEPAL realizou um estudo ano passado, baseado nos dados do Censo do IBGE de 2000 e da pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em março de 2007, encontrando que em 2020 a população evangélica representará mais de 50% da população brasileira.
“Projetamos uma porcentagem de cerca de 52,2% da população evangélica em 2020, ou seja, aproximadamente 109,3 milhões de evangélicos para uma população de 209,3 milhões,” afirmou Luis.
A projeção baseia-se na taxa de crescimento obtida entre os anos de 1990 e 2000 e na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião continue a mesma dos últimos 40 anos.
A confiabilidade dos dados é de 95%, afirmou Luis.
Segundo ele, seguindo essa taxa de crescimento anual de 7,42%,, ele informou que para o ano de 2011, chegaremos a 57,4 milhões de evangélicos.
A revista éPOCA também divulgou no ano de 2010 estudos sobre o crescimento da população evangélica, avaliando que os evangélicos influenciariam em todas as esferas da vida brasileira.
Para teólogos e antropólogos ouvidos por éPOCA, a população evangélica, a partir do crescimento numérico, contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos.
Na opinião do pesquisador da SEPAL, o fenômeno do grande crescimento não se trata de avivamento. Ele acredita que o avivamento se reflete, “na conversão em massa das pessoas, mas também em profundas mudanças no pensamento da sociedade, direcionada pela influência dos cristãos redimidos.”
“Se tomarmos essas duas linhas de pensamento, não está acontecendo um avivamento no Brasil,” afirmou.
Alguns motivos que o pesquisador lista são, “o evangelismo aguerrido dos evangélicos, a adoção de regras menos rígidas, a ampliação da visão da vida cristã para dentro da sociedade, a flexibilidade dos costumes e o aumento da classe média.”
Na região nordeste do Brasil, onde se constatou menor presença de evangélicos, o estudioso explicou os fatores de acordo com o tipo de região que ele menciona de “dois tipos de nordeste.” O tipo “A,” diz ele, com belas praias, grandes cidades, onde os evangélicos possuem um crescimento abaixo do restante do país, mas aceitável. E o outro, ele chama de tipo “B,” que é o nordeste do sertão, onde os evangélicos raramente passam de 1%.
Como fatores do baixo índice ele cita três razões. A “primeira é a forte raiz católica romana da população, ampliada pela religiosidade sincrética mística.” Um exemplo disso é a forte adoração à ídolos católicos como padre Cícero e frei Damião, que ainda não foram canonizados pelo Vaticano.


A segunda razão se deve à dificuldade de evangelizar as cidades do interior do nordeste. “Boa parte do sertão não possui estradas asfaltadas e os meios de comunicação são precários,” explicou.
A terceira razão é a falta de interesse da Igreja em evangelizar esse povo carente. “Na verdade, a razão para isso é que o retorno financeiro dentro dessa realidade é mínimo, e assim, a missão não consegue se auto sustentar nem mesmo a longo prazo.”
Apesar dessas estimativas ele alerta que é necessário pensar além dos números.
Ele questiona, “O que muda na sociedade com tanta gente nas Igrejas?”
A questão do nominalismo na opinião do pesquisador deve avançar, citando um exemplo em que a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro (RS), tem cerca de 80,4% de evangélicos e a sua cidade vizinha Alto Alegre, a 20 km de distância, tem apenas 0,28% de evangélicos.
“A mais evangelizada ao lado de uma das cidades menos evangelizadas do país.”
Luis também pergunta, “será que a vida num país de maioria protestante pode mudar?” Segundo ele, a resposta para essa pergunta depende de como a liderança se comportará daqui para frente.
Para ele, o Brasil possui hoje uma liderança “despreparada em sua maioria e maioria e carente de direção na teologia, eclesiologia e missiologia.”
Ele expressa também algumas preocupações com relação ao crescimento da população evangélica, como por exemplo crescimento econômico que atrairá líderes materialistas.
“A classe média deve dobrar nos próximos anos isso, “atraindo gente com o “olho gordo” nessa fatia da população, ou seja, líderes materialistas com forte vocação para a teologia da prosperidade.”
Além disso, ele cita que há a “superficialidade da vida do povo brasileiro.”
“Vemos isso presente no meio evangélico brasileiro e deve continuar assim pelos próximos anos, acelerando a dualidade entre ‘vida religiosa’ e ‘vida secular,’ que já existe hoje.”
Luis, mencionou também “o egoísmo e o individualismo presente nesses dias, externando também na vida religiosa.”
“Muito embora, parte do povo evangélico se preocupa com o próximo, uma outra parte, e poderíamos afirmar a maioria, se preocupa apenas com o seu bem-estar.”
Entretanto, ele acredita positivamente na transformação da sociedade brasileira e urge para que haja “uma instituição forte que represente os evangélicos, em sua maioria, “que grite alto pelos interesses pautados na Palavra de Deus.”
“Precisamos de fato orarmos ao Senhor dos céus para que essa transformação da nação brasileira possa ser genuína de acordo com os moldes apresentados no Evangelho de Cristo.”
Os estudiosos da SEPAL aguardam a divulgação do próximo censo, o de 2010, para obterem condições reais para verificar as estimativas quanto aos evangélicos e a população brasileira.
Eles planejam após isso fazer o mapa evangelístico do país baseado nos novos dados e compará-los com os anteriores.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

DOMINGO QUE VEM É DIA DE DIP

O Domingo da Igreja Perseguida, conhecido como DIP, é um dia em que as igrejas separam seus cultos, ou parte deles, para falar da causa dos cristãos perseguidos. É uma mobilização em massa das igrejas brasileiras e também de outros países, que promovem o evento para que os membros de sua comunidade saibam mais sobre a realidade da perseguição, orem e se engajem, não só neste dia, mas na causa da Igreja Perseguida.
O DIP é patrocinado pela Portas Abertas e os organizadores são voluntários. O evento dá a oportunidade para que os cristãos brasileiros conheçam e vivenciem a realidade de milhares de irmãos. Este dia, entretanto, não é apenas mais um evento para sua igreja. É uma oportunidade para divulgar e relatar os testemunhos e experiências de pessoas que nos ensinam a cada dia como ser um cristão perseverante e cheio de fé.
A data varia de ano para ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque no relato bíblico de Atos 4, o início da perseguição aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a “fundação” da Igreja Perseguida.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A RAZÃO DE SER DA AMTB



Vivemos em dias fascinantes. A Igreja Brasileira cresceu na última década de 9% para 15% da população brasileira. Nos primeiros cinco anos desta década já cresceu de 15% para 18.50%. Estamos falando em mais de 36 milhões de evangélicos.

Diante desta realidade o número de 3 mil missionários, segundo estatística da SEPAL, é porcentagem quase nula. Nem por isso, insignificante em si mesma. O fato que 3 mil brasileiros estão levando o evangelho em regiões tão carentes, é uma amostra que podemos fazer missões.
Ainda temos como desafio mais de 2 mil povos sem o evangelho, entre os quais 89 estão no Brasil. Há também 30 países com menos de 1% de evangélicos, entre os quais: Afeganistão, Arábia Saudita, Chechênia, Coréia do Norte, Iraque, Líbia, Sudão, Tibet, Turcomenistão e Yémen.

Além do mais, temos desafios mundiais como: crianças carentes; crianças abortadas; mulheres em sofrimento; novas configurações familiares; pessoas em extrema pobreza; fome; catástrofes naturais; soro-positivos; problemas ecológicos e em especial o sofrimento pela falta de água em muitos lugares do mundo  e milhões de pessoas sem futuro, devido a falta de educação escolar.


Neste contexto, a Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), se propõe por meio de suas agências missionárias filiadas, e igrejas parceiras, a ser relevante em resposta aos desafios atuais. Nossas agências unem ação à proclamação, trabalhando a serviço das igrejas enviadoras, que escolhem usar agências como braços a serviço das mesmas.


A AMTB é na prática o fórum interdenominacional, que permite a realização de consultas, congressos e projetos em parceria entre igrejas e agências. Procura promover a sinergia necessária para uso do potencial pleno da Igreja Brasileira em missões. Procurando desta forma, levar a Igreja Brasileira a ser fiel no cumprimento da Grande Comissão (Mt. 28:18-20).


Nossas consultas e congressos abordam assuntos ligados à obra missionária, como: teologia, antropologia missionária, eclesiologia, história, apologia, treinamento, administração....


Certos de que ainda há muito por fazer, rumamos para o alvo da evangelização, ação e serviço em prol da implantação do reino de Deus.


Contate uma de nossas agências filiadas para descobrir como pode participar em missões.


Silas M. Tostes

Presidente da AMTB